MÓDULO 4.2

📝 Os 15 prompts de entregáveis

A Fase 2 da Fábrica. Quinze prompts, todos com a mesma anatomia, organizados em cinco grupos — Avaliação, Planejamento, Implementação, Governança e Recursos. Aqui você aprende o molde, conhece cada peça e descobre como adaptar tudo ao PT-BR.

6
Tópicos
~60
Minutos
Avançado
Nível
Fase 2
Pipeline
1

🧬 Anatomia de um prompt de entregável

Os 15 prompts não são improvisados — todos seguem o mesmo esqueleto. Conhecer esse molde é o que te permite editar qualquer um e até criar novos entregáveis sem quebrar o pipeline. O Gemini recebe o contexto (pesquisa + cheat sheets) e depois o prompt com esta estrutura.

// estrutura de um prompt de entregável (ex.: tech_inventory)

# Task: Generate Technology Inventory & Data Infrastructure Assessment

Based on the company research and context provided above, create a
comprehensive technology inventory document.

## Required Sections

### 1. Executive Summary
- Current landscape, key gaps, AI-readiness (high-level)

### 2. Current Technology Stack
| Category | Tool/Platform | Purpose | AI-Ready | Data Integration |
|----------|--------------|---------|----------|------------------|

### 3. Data Infrastructure Assessment
...
### 5. AI Readiness Assessment   (tabela 1-5 por dimensão)
### 6. Recommendations           (0-30 / 30-90 / 90+ dias)

## Output Format
- Use markdown; include tables; note assumptions; keep it actionable
1.
Task — uma frase que diz o que gerar e que se apoia no "research and context above".
2.
Required Sections — a espinha do documento, com tabelas Markdown prontas para o Gemini preencher.
3.
Output Format — as regras finais: markdown, tabelas, deixar suposições explícitas, ser acionável.

💡 Por que tabela e por que "above"

As tabelas forçam o modelo a estruturar — e estrutura é o que faz o documento parecer consultoria. O "research and context above" é o gancho: a Fase 1 e os cheat sheets da Trilha 2 entram antes do prompt, então o modelo escreve sobre fatos reais, não no vácuo.

Task

o objetivo

Sections

a estrutura

Format

as regras

Contexto

vem "above"

2

🔬 Avaliação: onde a empresa está

O primeiro grupo diagnostica. São três prompts que estabelecem a base factual de todo o pacote: sem uma avaliação honesta, o roadmap vira chute e o ROI vira ficção.

🔬 Avaliação tech inventorypain pointsmaturity 🧭 Planejamento roadmapquick winsROI 🔩 Implementação build vs buylicençascasos de uso 🛡️ Governança política IAdadosmudança 🇧🇷 Recursos prompt libraryglossáriodiagramas

📦 Tech Inventory

Stack atual em tabela (AI-Ready, integração) + assessment de prontidão por dimensão.

😣 Pain Points

Matriz de dores por departamento — onde dói e quanto custa hoje.

📊 Maturity

Modelo de maturidade e prontidão de IA na escala 1-5.

💡 Avaliação alimenta o resto

Repare na cadeia: a maturity e os pain points entram como contexto dos prompts de planejamento. Os prompts não são ilhas — cada um se apoia no que veio antes ("based on the ... above").

Inventário

o stack

Dores

por depto

Maturidade

escala 1-5

Base

factual

3

🧭 Planejamento: o que fazer e quanto rende

O segundo grupo transforma o diagnóstico em plano. É a parte que o cliente abre na segunda e executa — roadmap faseado, vitórias rápidas e a conta do retorno.

🗺️

Roadmap 30/60/90/180/360

Fases com marcos e dependências. O caminho do piloto à escala, datado.

Quick Wins (esforço × impacto)

Top 10 iniciativas de <60 dias, <US$50K, risco baixo — com passos semana a semana e KPIs.

💰

ROI Calculator

Investimento × ganhos (eficiência, receita, risco), payback, NPV de 3 anos e cenários (base/conservador/otimista).

📊 O que o ROI Calculator entrega

  • ROI simples ano 1 + payback em meses.
  • NPV de 3 anos com taxa de desconto de 10%.
  • Benchmarks do setor (média vs top quartil) para dar referência.
Roadmap

faseado

Quick wins

<60 dias

ROI

payback + NPV

Acionável

com números

4

🔩 Implementação: as decisões concretas

O terceiro grupo encosta o plano na realidade operacional. É onde a estratégia vira decisão de compra e de uso: o que construir, o que comprar, onde cortar licença e quais casos rodar em cada departamento.

🏗️ Build vs Buy

Comparação de fornecedores e frameworks para decidir construir ou comprar.

🧾 Consolidar Licenças

Onde há sobreposição de ferramentas e quanto dá para economizar juntando.

🧩 Casos de Uso

Biblioteca de casos de IA específicos por departamento, prontos para priorizar.

✓ Quando comprar (buy)

  • Problema comum, já resolvido por um SaaS maduro
  • Time pequeno, time-to-value curto importa
  • Não é diferencial competitivo da empresa

✗ Quando construir (build)

  • É o core do negócio, vira vantagem
  • Nenhum fornecedor atende o caso específico
  • Dados sensíveis pedem controle total

💡 Licença consolidada = quick win de caixa

A consolidação de licenças costuma pagar o projeto inteiro: muitas empresas têm três ferramentas fazendo a mesma coisa. Cortar redundância é economia imediata — e um argumento forte de venda.

Build vs buy

a decisão

Licenças

cortar custo

Casos

por depto

Operacional

pé no chão

5

🛡️ Governança: o que segura o programa

O quarto grupo é o que separa um piloto solto de um programa sério. Governança é a parte que o jurídico e o RH cobram — e que dá ao cliente segurança para escalar IA sem se machucar.

📜

Política de IA (uso aceitável)

O que pode e o que não pode: ferramentas aprovadas, dados permitidos, supervisão humana.

🔐

Governança de Dados

Privacidade, classificação de dados e conformidade (GDPR/LGPD) — a base de confiança para usar IA.

🔄

Gestão de Mudança

Manual de treinamento e adoção: a tecnologia falha quando as pessoas não embarcam.

💡 Governança vende confiança

Muita gente entrega só o "o quê" (roadmap) e esquece o "como segurar". Incluir política, dados e mudança no pacote sinaliza maturidade — e é o que faz o comitê executivo aprovar o investimento.

Política

uso aceitável

Dados

LGPD/GDPR

Mudança

adoção

Maturidade

programa sério

6

🇧🇷 Recursos + adaptar ao PT-BR

O quinto grupo deixa o cliente autônomo depois da entrega: uma biblioteca de prompts para ele usar no dia a dia e um glossário de termos. E aqui entra o detalhe que vende no Brasil — adaptar o output ao português.

📚 Prompt Library

Kit inicial de prompts prontos por área — o cliente continua extraindo valor sem você.

📖 Glossário

Termos de IA explicados em linguagem de negócio — nivela a conversa com o board.

// adaptar ao PT-BR: instrução de idioma no contexto do Gemini

# INSTRUÇÃO DE IDIOMA (entra antes das Required Sections)
Escreva TODO o documento em português do Brasil (PT-BR).
Mantenha termos técnicos consagrados em inglês entre parênteses
na primeira menção, ex.: "vitórias rápidas (quick wins)".
Use R$ e formato de data DD/MM/AAAA. Tom direto e sóbrio.

✓ Adaptação que funciona

  • Instrução de idioma no topo, não no fim
  • Termos técnicos preservados entre parênteses
  • R$, LGPD e contexto Brasil nos exemplos

✗ Tradução crua

  • Traduzir tudo ao pé da letra ("janelas rápidas")
  • Manter GDPR/US$ num pacote brasileiro
  • Misturar idiomas no mesmo parágrafo

💡 Editar o prompt > pós-traduzir

Como todos os prompts compartilham a mesma anatomia, basta colar a instrução de idioma uma vez no context_builder e os 15 saem em PT-BR. Adaptar na origem é mais limpo do que traduzir o documento depois de pronto.

Prompts

cliente usa

Glossário

nivela o board

PT-BR

na origem

Autonomia

pós-entrega

Resumo do módulo

Todo prompt tem a mesma anatomia — Task → Required Sections (tabelas) → Output Format, com contexto "above".
Cinco grupos cobrem o pacote — Avaliação, Planejamento, Implementação, Governança e Recursos.
Os prompts se encadeiam — avaliação vira contexto do planejamento; nada é ilha.
Adaptar ao PT-BR é na origem — instrução de idioma no contexto, não tradução crua no fim.

🎯 Missão 4.2 — Adaptar 1 prompt e gerar o markdown

Escolha um entregável (ex.: quick_wins), adapte-o ao PT-BR e gere o documento para a empresa do módulo 4.1.

  1. Abra o prompt original em synthesis/prompts/ e identifique Task / Sections / Format.
  2. Acrescente a instrução de idioma PT-BR no topo do contexto.
  3. Peça ao Claude Code para gerar esse entregável usando o research_cache.json da Missão 4.1.
  4. Confira o markdown: tabelas preenchidas, termos técnicos entre parênteses, R$ no lugar de US$.

Sucesso: um .md de entregável em português, estruturado e baseado na pesquisa. O que você ganhou: um prompt seu, em PT-BR, pronto para entrar no pipeline da Fábrica.

Próximo módulo:

4.3 — Orquestração, retomada e diagramas que vendem (state.json, resume e Mermaid → PNG)